Release
ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO
(1990-2010)
TEMPORADA COMEMORATIVA DOS 20 ANOS DE FUNDAÇÃO
TEATRO BRADESCO
O Teatro Bradesco comemora os vinte anos da Orquestra Experimental de Repertório com algumas apresentações ao longo do ano de 2010. Centro de cultura e treinamento da música orquestral, nestes vinte anos, passaram pela OER mais de seiscentos jovens talentos, que dela partiram para ocupar postos em orquestras do Brasil e do exterior.
Com uma programação que vem conquistando público e crítica, é construída em grande parte sobre séries temáticas, que refletem a diversidade do repertório sinfônico de qualidade que hoje se faz presente nas diversas formas de expressão artística.
Para esse ano comemorativo, a OER preparou uma programação especial de concertos e balé, que será desenvolvida no Teatro Bradesco.
Programa:
Dia 28/02, domingo, às 11h, Concerto Coral-Sinfônico
L. van Beethoven: Sinfonia no.5
S. Prokofiev: Cantata Alexander Nevsky, op.78
Participação especial do Coral Lírico
Silvia Tessuto, meio-soprano
Mário Zaccaro, regente convidado
Sobre a Orquestra Experimental de Repertório
Foi criada em 1990, a partir de um projeto do Maestro Jamil Maluf, integrando a orquestra como um dos corpos artísticos estáveis do Theatro Municipal de São Paulo. Por ser experimental de repertório, desenvolve importante programa de execução de novas obras e de raridades, além de extensa abordagem do repertório tradicional.
A programação da OER é construída, em grande parte, sobre séries temáticas, que refletem a diversidade do repertório sinfônico de qualidade que, principalmente a partir do século XX, se faz presente nas diversas formas de expressão artística. Séries como “Ópera Estúdio, “Música em Cena”, “Cinema em Concerto” e “Outros Sons” conquistaram público e crítica, tendo várias de suas edições registradas em gravações para a TV, Rádio e produções de DVDs.
Desde sua fundação, a OER desenvolve extenso projeto de espetáculos didáticos, dedicados aos alunos da rede de ensino e público em geral.
O “Concurso Jovem Solistas da OER”, realizado anualmente, é uma iniciativa que propicia ao instrumentista pré-profissional da orquestra, a oportunidade de mostrar seu trabalho individual, sendo, o vencedor, convidado a participar como solista, de concertos na temporada oficial. Entre os prêmios recebidos pela OER, destaca-se o “Prêmio Carlos Gomes”, na categoria de melhor orquestra.
Ao longo de seus vinte anos de existência, a Orquestra Experimental de Repertório vem desenvolvendo um trabalho que, pela qualidade e criatividade, se tornou referência, dando decisiva contribuição para a formação de várias gerações de instrumentistas do mais alto gabarito. Sua instigante programação ocupa, hoje, um importante lugar no cenário musical brasileiro.
A fundação da Orquestra Experimental de Repertório se deu, no âmbito da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, por um Decreto que, em 1992, foi transformado na Lei 11.227.
Com oitenta e três instrumentistas pré-profissionais (bolsistas) e dezessete monitores (um para cada naipe da orquestra), totaliza cem músicos, e é estruturada de forma a possibilitar o acompanhamento criterioso do desenvolvimento de cada um de seus integrantes.
Uma das características de sua programação está na freqüente inclusão de obras que promovem a fusão do som da orquestra com outros instrumentos acústicos e eletrônicos, propiciando, assim, um enriquecimento de sua paleta sonora.
JAMIL MALUF, regente titular
Natural de Piracicaba, onde iniciou seus estudos musicais, transferiu-se, em 1970, para São Paulo e, em l973, para a Alemanha, onde se graduou em Regência Orquestral na Escola Superior de Música de Detmold, sob orientação do Maestro e Professor Martin Stephani. Durante sua permanência de seis anos na Europa regeu diversas orquestras, e participou dos Seminários para Regentes com o Maestro Sergiu Celibidache.
Em 1980, regressou ao Brasil, assumindo os cargos de Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí e da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal, da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade São Paulo. Em 1990, por esta secretaria, criou e tornou-se Regente Titular e Diretor Artístico da OER Orquestra Experimental de Repertório.
De 2000 a 2001, foi também Regente Titular e Diretor Musical da Orquestra Sinfônica do Paraná. Foi Regente da Orquestra e Professor de Regência dos 12º (1981) e 34º (2003) Festivais de Inverno de Campos do Jordão, sendo também freqüentemente convidado a dirigir os principais conjuntos sinfônicos do país.
Por quatro vezes (1980, 1986, 2.000 e 2003) recebeu o prêmio de “Melhor Regente de Orquestra”, outorgado pela APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte, bem como, em l985, pela OMB - Ordem dos Músicos do Brasil. Em 1996 recebeu o “Prêmio Carlos Gomes”, na categoria de “Melhor Regente de Ópera”. Em 1997, o Governo do Estado de São Paulo lhe concedeu o “Prêmio Maestro Eleazar de Carvalho", como personalidade musical do ano.
Como compositor de trilhas sonoras para teatro, recebeu, em 1999, o prêmio APETESP (pela peça Espias); em 2.000, o APCA (pela peça Imago); e, em 2002, o PRÊMIO PANAMCO (pela peça A Mão).
A partir de 1987, idealizou e apresentou por cinco anos, os programas “Palheta”, na Rádio Cultura FM, e “Primeiro Movimento”, na TV Cultura, ambas da Fundação Padre Anchieta.
De 2005 a 2009, foi Diretor Artístico do Theatro Municipal de São Paulo.
Autor de vários projetos inovadores, o Maestro Jamil Maluf vem dirigindo concertos, óperas e balés, consolidando a marca de qualidade e poder de comunicação cultural, constantes em suas obras.
MÁRIO ZACCARO, regente
Maestro, compositor, arranjador e pianista, Mário Zaccaro se destaca na cena musical brasileira pela sua grande versatilidade, tanto na área popular como na erudita.
Nascido em São Paulo, aperfeiçoou seus estudos de piano com Antonio Bezzan, estudou regência com os maestros Eleazar de Carvalho e Robert Shaw, e orquestração e arranjos com Cyro Pereira e Luis Arruda Paes.
Seu trabalho como compositor inclui as trilhas musicais para televisão e filmes como “Asa Branca: um sonho brasileiro”, de Djalma Limongi Batista, e do premiado curta metragem de animação “O Boto” de Humberto Avelar (prêmio de melhor animação brasileira do Festival Anima Mundi 2005, 2º. Lugar no Festival Ibero-Americano de Filmes Infantis, entre outros). Regeu as orquestras: Experimental de Repertório, Sinfonia Cultura, Orquestra Sinfônica do Paraná, The New York Philharmonic Brass Quintett, e a Orquestra Jazz Sinfônica, da qual foi diretor artístico apresentando-se ao lado de grandes nomes da MPB, como Zizi Possi, Sivuca, Nelson Ayres, Wagner Tiso, Ivan Lins, Arturo Sandoval, entre outros. Foi regente assistente de Isaac Karabtchevsky à frente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de São Paulo, a qual regeu em grandes obras sinfônicas e operísticas. Atuaram sob sua batuta nomes como Arnaldo Cohen, Gilberto Tinetti, Amaral Vieira, Juan Diego Flores e Niza de Castro Tank, entre outros.
É Regente Titular desde 1994, do Coral Lírico do Theatro Municipal de São Paulo. Vem desenvolvendo desde então, um trabalho de grande ecletismo, e por esse motivo, conquistou o APCA de Melhor Conjunto Coral, em 1996. No ano seguinte, foi premiado, também pela APCA, como Melhor Regente Coral, e pelo II Prêmio Carlos Gomes, da Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo.
Sob sua direção, o Coral Lírico tem ampliado seu repertório, enfrentando o desafio de obras como o “Te Deum” e “Réquiem”, ambos de Berlioz, além da primeira audição da ópera “Olga”, de Jorge Antunes, entre outras. Também na área da música popular, Mário Zaccaro foi responsável pela concepção e direção musical de espetáculos como “De Tudo Ficou um Pouco” e “Mulheres”, sucessos das temporadas do Coral Lírico, ambos apresentados no Theatro Municipal de São Paulo.
Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo
O Coral Lírico foi criado em 1939 na administração do Prefeito Prestes Maia, sob a coordenação do Maestro Armando Belardi, então Diretor Artístico do Theatro Municipal de São Paulo.
Para a temporada de estréia, foi convidado o Maestro Fidelio Finzi, encarregado de preparar as dezesseis óperas inaugurais.
Oficializado em 1951, foi enriquecido pelos conhecimentos de professores e maestros da estatura de Tullio Serafim, Olivero de Frabritis, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi, Francisco Mignone, Heitor Villa-Lobos, Osvaldo Colarusso, Roberto Schnorrenberg, Marcelo Mechetti, entre tantos que lhe propiciaram alto grau de técnica e conquista de inúmeros prêmios, como
· Prêmio APCA de Melhor Conjunto Coral (1996);
· Prêmio Carlos Gomes, da Secretaria de Estado da Cultura, na categoria Ópera.
SILVIA TESSUTO, meio-soprano
Natural de São Paulo, iniciou a carreira com o curso livre de música na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, tendo como orientadores de canto Eládio Pérez-Gonzales, Baldur Liesemberg, José Angrisani, Neide Thomaz e Marga Nicolau.
Obteve o 1º Lugar de Canto-Feminino e melhor interpretação de Schubert no Concurso Estímulo da Secretaria Estadual de Cultura, e o Prêmio APCA. como melhor cantora lírica de 1991.
Participou da montagem das Óperas DIDO E AENÉAS , IL COMBATTIMENTO DE TANCREDI E CLORINDA , LUCIA DE LAMMERMOOR , A FLAUTA MÁGICA, O AMOR DAS TRÊS LARANJAS, DOM CASMURRO, A ÓPERA DOS 500, POOP OPERA (estas três últimas: estréias mundiais), GIANNI SCHICCHI, SUOR ANGELICA , MADAMA BUTTERFLY, EUGENE ONIEGUIN , LA CENERENTOLA , IL BARBIERI DI SEVIGLIA, O CONDOR, ANDREA CHENIER, AMELIA AL BALLO . É parte integrante do Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo.
Alexandre Guerra, compositor
Alexandre Guerra, 38, é compositor e arranjador, formado pelo departamento de música para cinema da Berklee College of Music. No Brasil estudou harmonia e composição com Hans Koellheuter.
Desde 1994, Alexandre se dedica à composição de trilhas sonoras para filmes e documentários, somando mais de cinqüenta trabalhos realizados.
No cinema iniciou como instrumentista na trilha do longa norte-americano “Pentathlon” (Bruce Malmuth), atuando posteriormente ao lado de compositores experientes como Nelson Ayres e André Abujamra na orquestração de longas-metragens como: “Castelo Rá-Tim-Bum”(Cao Hamburger) e “Garotas do ABC” (Carlos Reichenbach), além da composição das trilhas dos longas “Bodas de Papel” (André Sturm) e “Um Homem de Moral” (Ricardo Dias).
Para TV produziu trilhas para séries e documentários como: “Brazil from Pré-History” (Arte); “Amyr Klink e o Continente Gelado” (NAT GEO); “Pelos Caminhos de Che” (NAT GEO); “Soluções para o Trânsito (Discovery)”; além de “Rio de Fevereiro” (Paschoal Samora); “Amantes do Cinema Brasileiro” (Ricardo Dias); “Monteiro Lobato”(Roberto Elisabetsky); “Julia Mann” (Marcos Strecker), e “Gambarê” (José Carlos Lage), entre outros.
Como arranjador estreou com a produção do CD “Girassol” pelo qual recebeu o Prêmio Sharp, na categoria Arranjador Instrumental.
Produziu arranjos também para Carlinhos Brown & Orquestra Sinfônica da Bahia, Léo Gandelman, e Banda Sinfônica de Natal, e ainda para Luciana Mello.
Paralelo a atuação como produtor musical, Alexandre desenvolve trabalho autoral como compositor, tendo diversos álbuns lançados, com destaque para o segundo “Para Ouvir e Sonhar”, que teve faixas incluídas na trilha sonora da novela “Páginas da vida”e da mini-série “Maysa”, da Rede Globo.
DENISE DE FREITAS, meio-soprano
As apostas feitas no talento da mezzo-soprano têm-se provado cada vez mais acertadas. Denise de Freitas tem se firmado como uma das maiores revelações do canto lírico brasileiro das últimas décadas.
A artista exibe qualidade de voz impecável e uma musicalidade extremamente sensível, adjetivo que, no mais, pode-se aplicar às suas interpretações, sempre marcantes, de papéis como "Niklaus", nos “Les Contes D’hoffmann”, de Offenbach; "Cherubino", no “Le Nozze di Figaro”, de Mozart; "João", no “João e Maria”, de Humperdinck, ou no papel-título da “La Cenerentola”, de Rossini. Em todos eles, Denise tem chamado a atenção da crítica e do público pelo seu timbre profundo e penetrante, bastante adequado à tessitura de papéis como "Dalila", da ópera de “Saint-Saëns”, por exemplo.
Artista múltipla em suas possibilidades de expressão, Denise de Freitas também estende seu repertório em direção à música sinfônica: “El Amor Brujo”, de Manuel de Falla, e “Das Lied von der Erde”, de Mahler, são bons exemplos disso.
A versatilidade da cantora espraia-se, também, pela música de câmara, onde se destaca o brilhante disco gravado ao lado da pianista Eudóxia de Barros, dedicado a canções do compositor paulista Osvaldo Lacerda.
Denise já recebeu prêmios da Rádio MEC, e foi vencedora do 4.ª Concurso de Interpretação da Canção Brasileira, mostrando uma importante relação com a música de seu país.
LEONARDO NEIVA, barítono
Vem se destacando pela qualidade ímpar de seu material vocal e desenvoltura cênica. Estudou com Francisco Frias e Rita Patané, em Milão, Itália. Participou do Curso Internacional de Verão no Teatro Colón de Buenos Aires, trabalhando repertório lírico com Susana Cardonnet.
Seguiram-se os papéis em “Colombo”; Fígaro (O Barbeiro de Sevilha); “Don Giovanni” (Dom Giovanni); “Schaunard”/Marcelo (La Bohème); Silvio (Pagliacci); “ Zurga” (Os Pescadores de Pérolas); “Escamillo” (Carmem); “Conde” (Matrimônio Secreto); “Doutor Malatesta” (Don Pasquale), entre outros.
Concertos com obras de Brahms, Gounod, Rossini, Debussy, Dvorák, Bruckner, Haendel, Carl Orf, destacando-se nos musicais “Les Misérables” (Brasil-México), e “South América Way”.
Ganhou o “Prêmio Revelação” no Concurso de Canto do Festival Carlos Gomes, em Campinas, São Paulo; participou da primeira montagem integral no Brasil do “Anel do Nibelungo”, de Wagner, nas óperas “Götterdämmerung”, como Gunther; “Das Rheingold”, como Donner; “Il Barbiere di Siviglia”, como Figaro, e Carmina Burana no IX Festival Amazonas de Ópera.
Em 2006, participou do 7º Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, conquistando o segundo lugar masculino, e o Prêmio Canção.
No Brasil já atuou com várias orquestras e maestros, entre eles, Luiz Fernando Malheiros, Jamil Maluf, José Maria Florêncio, Roberto Duarte, Marcelo de Jesus e Silvio Barbato.